Diz que quando abris-te os olhos, não viste a escuridão, diz que correste e tudo o que fizeste não foi em vão.
Abre para mim o teu coração, porque não eu já não estou contigo, havia demasiado trânsito nessa rua e o destino era destruição.
É pena que não consigas ver a mesma luz que o meu olhar alcança, a tua alma está escura e cheia de preconceitos, sais te com pressa e prendeste me com defeitos.
Agora estou aqui, não me consigo mover nem para a frente nem para trás, dizes às pessoas que tudo o que vejo é negro, que só te faço mal, e avanças.
Nada te consegue parar, és movido a ódio e nisso eu não consigo igualar.
Olha apenas para trás, estou a assistir a cada passo teu, podes continuar eu não me importo, com o tempo acabei por me soltar. Consegues me ver? O meu olhar está a brilhar e não tu nunca mais me vais conseguir agarrar, a luz que presencio e cintilante demais, para me deixar ver-te, diz o que quiseres, e faz também o te apetecer, porque o desprezo apareceu e a tua imagem se desvaneceu.
Não tu nunca vais conseguir ver o que eu vejo, porque para ti eu sempre fui um desejo, por isso já não te consigo ver, pois em ti já não me revejo.

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