És o meu calcanhar de Aquiles, és o meu ponto mais fraco.
Julgava-te esquecido e afinal estou de novo no buraco.
Dei tudo por ti, num tempo sem fim.
Deixei-me ficar bem atrás de ti, segui-te de olhos fechados, corri na minha mente, para chegar de novo a casa, agarraste-me pareci-as quase furioso, mas não, não era fúria era bem mais perigoso.
Por momentos senti-me a voar, mas não, eram apenas os teus braços, que me levantavam, que me prendiam e levavam, que não me deixavam.
Não sei se naquele momento o mundo parou, ou se o meu coração apenas disparou.
As minhas costas batiam na parede, a tempestade forma-se lá fora, enquanto nós sorriamos e os teus braços permaneciam, estávamos escondidos, e ficamos perdidos, um no outro.
Um dia a minha teimosia, e o teu desaparecimento separaram-nos.
Hoje sei que ambos sofremos, cada um seguiu o seu caminho, o meu sentimento perdeu intensidade, vitalidade, e a nossa amizade de anos voltou foi apenas o que restou.
Contudo, há um regresso que me faz duvidar, daquele que outrora disparou, não sei se tudo mudou. Sei o que o que se passou ficou, e permanecerá para sempre, assim como os teus braços na minha mente.

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