Costumava olhar para o lado e sorrir, comentar a rotina, olhar para ti e falar com aquela vozinha fofinha, ou com aquele sotaque, acompanhado de um ataque de risos logo a seguir.
Na maior parte das vezes bastava-me olhar para o lado e sorrir, só de saber que estavas ali ao meu lado, não precisava de falar, nunca precisei, porque tudo o que somos são actos pequeninos, onde cada expressão supera as palavras.
Todos os desenhos e palavras escritas nos cadernos, todas as brincadeiras, guardo-as no cofre, onde a pass se chama “amizade”, num sítio secreto, onde só eu e tu conseguimos chegar.
Um dia puxas-te a cadeira e sentaste-te a meu lado, ficas-te nela durante anos, foste minha colega, amiga e hoje és sem dúvida a pessoa em quem mais confio, com quem partilho toda a minha biografia.
A campainha tocou, dirijo-me para a nossa mesa, meto os livros em cima dela e sento-me no meu lugar, ao meu lado só existe uma cadeira vazia, inanimada, agora a sua única utilidade é trazer-me memórias.
É difícil porque nunca te conheci de outra maneira, estavas sempre aqui a meu lado, nesta cadeira, mas é ultrapassável, porque tu vives no pôr-do-sol, nas memórias, nos risos e sorrisos, nos abraços na melhor memoria, e na pior também.
Vou ter saudades tuas, mas só e simplesmente naquela cadeira.
Lembra-te atravessaremos sempre juntas a passadeira.
Porque tu és aquela que vai estar presente na minha vida inteira.

Eu mato-te Jessica da Silva Rodrigues, eu juro que te esgano! Tu quando escreves parece um tipo de receita manhosa, mas o ingrediente mais poderoso que juntas e a sensibilidade, tanto ao escreveres como ao o transmitires a quem o lê, e sabendo que este texto é para mim, tou destruida!
ResponderEliminarEu sei tão bem quanto tu a medida de todas as palavras que aqui estão escritas, sei tudo, cada traço e cada linha, tudo, tudo.
E a parte mais engraçada de toda esta historia foi mesmo a maneira como nos conhecemos, foi só puxar a cadeira e perguntar 'posso?' sabes bem qual foi a resposta, assim como sei com toda a certeza que te lembras do resto e de toda a evolução. venha o que vier, sempre juntas no por do sol, na passadeira, e onde quer que seja.
nunca me vou esquecer desta frase 'ainda bem que fui eu, e não tu'
always.
Ainda bem que fui eu, e não tu.
ResponderEliminarAlways